sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Série – Estudos Bíblicos – “Jesus Sofreu” [ Parte XIV]


A Caminho do Gólgota
Em respeito aos costumes judaicos, os romanos devolvem as roupas de Jesus. O pesado PATIBULUM é amarrado sobre seus ombros, e o cortejo com o condenado Jesus, e os soldados romanos, liderados pelo centurião, começa sua lenta jornada ao longo da chamada Via Dolorosa. Os esforços de Jesus para manter-se ereto, o peso da pesada viga junto com o choque causado pela perda de sangue é demais. Ele tropeça e cai. A áspera viga raspa a dilacerada pele e também forçam os músculos rasgados dos ombros. Ele tenta levantar-se, mas os músculos já o puxam para o chão. O centurião ansioso para terminar o trabalho, escolhe o observador Norte Africano, vigoroso, Simão de Cirene, para carregar a cruz. Jesus segue, ainda sangrando e suando frio, suor úmido devido ao estado de choque. A jornada de 650 metros desde o Forte Antonia para a Gólgota é finalmente completada. O prisioneiro é novamente despido, exceto pela roupa que cobre o quadril, a qual é permitida pelos judeus.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

AS RAÍZES DO FUNDAMENTALISMO CRISTÃO

O fundamentalismo cristão como movimento histórico-teológico tem a sua base na ortodoxia protestante do século XIX e nasce no próximo século com a proposta de defendê-la do liberalismo teológico. Para uma compreensão melhor dessas raízes apresenta-se o desenvolvimento da ortodoxia protestante e o surgimento do liberalismo teológico.

Série – Estudos Bíblicos – “Jesus Sofreu” [ Parte XIII]



O Açoite: (MC 15) – Vide anexo VI – Estudo sobre a prática do açoite

O número exato dos açoites aplicados em Jesus não se sabe ao certo, e não se pode precisar.
Afinal, quantos foram os açoites sofridos por Cristo?
O prisioneiro é colocado defronte a um poste tendo suas mãos amarradas acima de sua cabeça, sem roupas. É duvidoso que os romanos teriam seguido o costume judaico de 39 açoites para evitar uma infração da lei que prescrevia 40 açoites. Em caso de erro de cálculo, eles estavam seguros de permanecer dentro da lei. Os fariseus insistiam em ter certeza de que eram empregados apenas 39 açoites.
Os romanos seguiram em frente. O chicote era curto tendo várias tiras longas e pesadas de couro grosso, com duas pequenas bolas de chumbo ou pedaços de ossos de carneiro presas nas pontas de cada tira. O pesado açoite é descido com toda a força vez após outra nos ombros, costas e pernas de Jesus. No primeiro contato as tiras pesadas e grossas cortam apenas a pele. Então os golpes continuam, cortam mais profundamente atingindo o tecido subcutâneo, produzindo primeiramente um gotejamento de sangue dos vasos capilares e veias da pele e finalmente jorros de sangue arterial das veias dos músculos subjacentes. As pequenas bolas de chumbo primeiro causam profundas e grandes contusões, que vão se abrindo por causa dos seguidos açoites. Finalmente a pele nas costas ficam suspensas como longas tiras e a área inteira fica irreconhecível, despedaçada, ensanguentada. Quando o soldado decide que o prisioneiro está quase desfalecido, cessa o massacre.
Então o quase desmaiado Jesus, é desamarrado e naturalmente tomba sobre o chão de pedra, no seu próprio sangue. Além da tortura, Jesus é motivo de chacota entre os judeus, pois, sendo ele proveniente de cidade interiorana, fazia-se rei. O soldado romano percebe uma boa piada nesta tão clamada frase “Rei dos Judeus”. Ele veste um manto sobre os ombros de Jesus e coloca um bastão em suas mãos como um cetro real. Ele ainda precisa de uma coroa para que seja verdadeiramente um Rei. Um pequeno feixe de galhos flexíveis cheios de longos espinhos(provavelmente usado como lenha) é preparado no formato da cabeça e pressionado sobre a mesma. É bom lembrar que a cabeça é uma das áreas mais vascularizadas do corpo, e mais uma vez, há grande perda de sangue. Depois de zombar bastante e acertá-lo na face, os soldados tomam o bastão e batem mais na cabeça forçando os espinhos aprofundarem-se mais na cabeça, cravando-os.
Finalmente, cansam-se da brincadeira, a túnica é arrancada bruscamente de sua costa. O manto já até tinha aderido-se às costas em carne viva junto aos coágulos de sangue e soro das feridas, e a sua retirada certamente causa intensa dor como nós mesmos experimentamos com nossos machucados. As feridas começam a sangrar novamente.

Série – Estudos Bíblicos – “Jesus Sofreu” [ Parte XII]



Perante Pilatos e Perante o Povo (MC 15:6–15)

A essa altura Marcos diz: Ora, por ocasião da festa, era costume soltar ao povo um dos presos, qualquer que eles pedissem. Havia um, chamado Barrabás, preso com amotinadores, os quais em um tumulto haviam cometido homicídio. Vindo a multidão, começou a pedir que lhes fizesse como de costume. E Pilatos lhes respondeu, dizendo: Quereis que eu vos solte o rei dos judeus? Pois ele bem percebia que por inveja os principais sacerdotes lho haviam entregado.
Mas estes incitaram a multidão no sentido de que lhes soltasse, de preferência, Barrabás. Mas Pilatos lhes perguntou: Que farei, então, deste a quem chamais o rei dos judeus? Eles, porém, clamavam: Crucifica-o! Mas Pilatos lhes disse: Que mal fez ele? E eles gritavam cada vez mais: Crucifica-o!
Então, Pilatos, querendo contentar a multidão, lhes soltou Barrabás e mandou açoitar Jesus.

Série – Estudos Bíblicos – “Jesus Sofreu” [ Parte XI]



Perante Herodes (LC 23:7–12)

Os relatos paralelos dizem que a essa altura Pilatos mandou Jesus para Herodes. Herodes, que era considerado o rei dos judeus, tentou divertir-se com Jesus. Ele pediu que Ele operasse um milagre, mas Jesus recusou-Se e permaneceu mais uma vez totalmente em silêncio. Assim, Herodes mandou Jesus de volta a Pilatos mais uma vez.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Série – Estudos Bíblicos – “Jesus Sofreu” [ Parte X]



Perante Pilatos (MC 15:)

Jesus foi levado perante Pôncio Pilatos, o governador romano da Judéia. Marcos diz: Logo pela manhã, entraram em conselho os principais sacerdotes com os anciãos, os escribas e todo o Sinédrio; e, amarrando a Jesus, levaram-no e o entregaram a Pilatos.
Pilatos o interrogou: És tu o rei dos judeus?
Respondeu Jesus: Tu o dizes. Então, os principais sacerdotes o acusavam de muitas coisas. Tornou Pilatos a interrogá-lo: Nada respondes? Vê quantas acusações te fazem!
Jesus, porém, não respondeu palavra, a ponto de Pilatos muito se admirar (vv. 1–5).
O Sinédrio judaico acusara Jesus de blasfêmia. A acusação contra Ele era esta: “Você alega ser Deus e, portanto, merece morrer”. Mas eles sabiam que os romanos não prestariam atenção a essa acusação e considerariam aquilo como nada mais do que uma disputa religiosa entre judeus. Eles sabiam que para tornarem aquele caso sustentável perante as autoridades romanas, tinham de dar uma base política às acusações. Por isso, Lucas diz que os judeus decidiram levantar três acusações distintas contra Jesus. Em primeiro lugar, eles O acusaram de perverter a nação, ou seja, incitar agitadores e encorajar motins e dissensões. Em segundo lugar, eles O acusaram de proibir o povo de pagar tributos a César. Em terceiro lugar, eles O acusaram de querer ser rei no lugar de César.
Pilatos só deu atenção à última acusação. Quando ouviu as três acusações, ele se concentrou na última. Pilatos virou-se para Jesus e disse:
“És tu o rei dos judeus?”
Jesus respondeu simplesmente: “Tu o dizes”.
No Evangelho de João lemos que Jesus prosseguiu dizendo nesse momento: “Meu reino não é deste mundo: se meu reino fosse deste mundo, os meus ministros se empenhariam por mim, para que não fosse eu entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” (João 18:36).
Diante de todas essas acusações adicionais que os principais sacerdotes estavam levantando contra Jesus, Marcos diz que Ele permaneceu absolutamente calado. Isto fez Pilatos, o governador, admirar-se a ponto de dizer: “Jesus, você não vai responder nada? Você não entende todas essas acusações que esses judeus estão levantando contra você?” Mais uma vez, o relato bíblico diz que Jesus não disse uma palavra sequer. Marcos relata uma segunda vez em que Pilatos ficou admirado. Lucas registra que Pilatos até disse aos principais sacerdotes e à multidão ali presentes: “Não vejo neste homem crime algum” (Lucas 23:4).

Teologia - Conceitos Gerais

TEOLOGIA BÍBLICA DO VELHO TESTAMENTO

DEFINIÇÃO

Teologia é a ciência que trata do nosso conhecimento de Deus, e das coisas divinas. A teologia abrange vários ramos, vejamos:

Teologia exegética - Exegética vem da palavra grega que significa extrair. Esta teologia procura descobrir o verdadeiro significado das Escrituras.
Teologia Histórica Envolve o Estudo da História da Igreja e o desenvolvimento da interpretação doutrinária.
Teologia Dogmática É o estudo das verdades fundamentais da fé como se nos apresentam nos credos da igreja.
Teologia Bíblica Traça o progresso da verdade através dos diversos livros da Bíblia e descreve a maneira de cada escritor em apresentar as doutrinas mais importantes.
Teologia Sistemática Neste ramo de estudo os ensinamentos concernentes a Deus e aos homens são agrupados em tópicos.

INTRODUÇÃO

Devido a vastidão de assuntos, e a profundidade dos mesmos, bem como o curto espaço de tempo para exposição, estaremos deparando com uma grande dificuldade. Outra dificuldade é a falta de familiaridade com o Velho Testamento, a negligência ao estudo do mesmo tem causado muitos embaraços aos leitores da Bíblia.
O Velho Testamento é a parte preparatória de Deus para revelações maiores e mais profundas ao homem. Por isso é especial. Deus providenciou uma revelação e mostrou seus diferentes métodos:

Sonhos - Joel 2:28 E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões.
Jeremias 23:32 Eis que eu sou contra os que profetizam sonhos mentirosos, diz o SENHOR, e os contam, e fazem errar o meu povo com as suas mentiras e com as suas leviandades; pois eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e não trouxeram proveito algum a este povo, diz o SENHOR.
Visões - Atos 7:31Então Moisés, quando viu isto, se maravilhou da visão; e, aproximando-se para observar, foi-lhe dirigida a voz do Senhor, ( Uma Visão espiritual )

Aparições - Isaías 6:1 No ano em que morreu o rei Uzias, eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo.

Histórico - A Melhor forma de revelação de Deus ao homem sem dúvida é através da história. Através da convivência com Deus, através das experiências adquiridas com Ele.
Os Períodos Históricos da Teologia do Velho Testamento
Assim como os apóstolos do NT com suas epístolas, eram, de muitas maneiras, os intérpretes dos Atos e dos Evangelhos, assim também a teologia do AT poderia semelhantemente começar com os profetas por um motivo bem semelhante. No entanto, mesmo para o fenômeno da profecia bíblica, havia a realidade sempre presente da história de Israel. Toda a atividade salvífica de Deus em tempos anteriores tinha que ser reconhecida e confessada antes de alguém poder ver mais firme a revelação adicional de Deus. Devemos, portanto, começar onde começou: na história — história verdadeira e real.